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Quanto custa o Shopify de verdade: mensalidade, taxas e apps

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Equipe Metris
Equipe Metris · Atualizado em
Resposta direta

O custo real do Shopify não é a mensalidade do plano. É a soma de plano, taxa de transação cobrada quando você não usa o gateway nativo, taxa do meio de pagamento, assinaturas de aplicativos, tema, integrações de frete e ERP, e as horas de quem opera a loja. Só faz sentido comparar plataformas depois de dividir essa soma pelo número de pedidos do mês.

Todo comparativo de plataforma começa pela mensalidade, e é por isso que quase todo comparativo de plataforma é inútil.

A mensalidade é a linha mais fácil de descobrir e a que menos explica a fatura. Ela é fixa, aparece no site, e some do orçamento no mês em que a loja passa a vender de verdade. As linhas que mandam na conta são outras, e boa parte delas cresce junto com o faturamento.

Este texto monta a conta inteira. Não tem tabela de preço aqui de propósito: valor de plano, de app e de taxa muda, e comparativo com número velho é pior que comparativo sem número. O que não muda é a estrutura da conta, e é dela que sai a decisão.

Se a sua dúvida ainda é anterior a essa, se a plataforma serve para o seu tipo de operação, o texto que trata disso é Shopify é bom.

Por que a mensalidade é a menor parte da conta?

Porque ela é a única linha que não reage ao seu crescimento.

O plano cobra o mesmo valor com 100 ou com 1.000 pedidos no mês. Todas as outras linhas se comportam de um jeito diferente: as percentuais sobem proporcionalmente ao faturamento, e as assinaturas de aplicativo sobem em degraus, conforme a loja cruza faixas de volume.

Isso cria um efeito previsível e desconfortável: a plataforma parece barata exatamente enquanto a loja é pequena, e fica cara no momento em que a operação começa a dar certo. Não é armadilha, é modelo de cobrança. Mas quem decide olhando só a mensalidade toma a decisão com a foto do cenário que pretende deixar para trás.

Quais itens entram no custo total de uma loja em Shopify?

Esta é a lista completa. Cada linha existe porque a loja existe, e por isso pertence ao custo de plataforma, mesmo quando é paga para outro fornecedor.

ItemO que éComo cobraOnde conferir o valor
Plano da plataformaO acesso à loja, hospedagem, painel e checkoutFixo por mês, com desconto no anualPágina oficial de planos do Shopify
Taxa de transação da plataformaPercentual que a plataforma cobra quando o pagamento não passa pelo gateway nativoPercentual sobre cada vendaPágina oficial de planos do Shopify, porque o percentual varia conforme o plano
Taxa do meio de pagamentoO que a adquirente ou o gateway cobra para processar cartão, Pix ou boletoPercentual sobre a venda, às vezes com valor fixo por transaçãoProposta comercial da adquirente ou do gateway, negociável por volume
AplicativosAssinaturas de funcionalidade: avaliação, frete, fiscal, e-mail, recuperação de carrinho, relatórioMensal por app, muitos escalonam por volumePágina de cada app na loja de aplicativos do Shopify
TemaO layout da loja, comprado uma vez ou desenvolvido sob medidaPagamento único, ou projetoLoja de temas do Shopify ou orçamento de quem desenvolve
Integração fiscalEmissão de nota e regras tributárias, que no Brasil quase sempre saem por foraMensal, às vezes por volume de notasTabela do emissor de nota escolhido
Frete e logísticaCotação, etiqueta, rastreio, integração com transportadoraMensal, por envio, ou os doisTabela do app de frete e contrato com a transportadora
ERP e integraçãoO sistema de gestão e o conector que fala com a lojaMensal, mais o conectorTabela do ERP e do conector
Hospedagem de mídia e ferramentas de imagemOtimização, banco de imagem, CDN de terceiro quando usadoMensalTabela de cada ferramenta
Horas de operaçãoQuem cadastra produto, mexe no tema, resolve integração quebradaSalário rateado ou hora de fornecedorSua folha ou o orçamento do fornecedor

A última linha é a que mais some das planilhas e a que mais pesa em loja pequena. Voltamos a ela.

Como funciona a taxa de transação quando você não usa o gateway nativo?

Aqui está a confusão mais cara desse assunto, porque são duas cobranças diferentes que caem na mesma venda.

A taxa do meio de pagamento existe em qualquer plataforma e em qualquer lugar do mundo. É o que a adquirente cobra para processar o cartão, o Pix ou o boleto. Ela varia por bandeira, por parcelamento e por prazo de recebimento, e é negociável conforme o volume.

A taxa de transação da plataforma é outra coisa. É um percentual que o Shopify cobra por usar um gateway de pagamento externo em vez do checkout de pagamento nativo. Quem usa o nativo não paga essa linha. Quem usa gateway externo paga as duas na mesma venda.

Essa é a decisão que mais muda o custo por pedido de uma loja no Brasil, porque a escolha de gateway raramente é livre: ela depende de antecipação, de parcelamento, de meio de pagamento local, de condição comercial negociada. É comum a operação ter um bom motivo para o gateway externo e descobrir só depois que ele carrega um percentual adicional em cima de cada venda.

Antes de assinar, faça a conta nos dois desenhos, com o percentual vigente no dia, conferido na página oficial de planos, aplicado ao seu faturamento mensal. A diferença entre os dois costuma ser maior que a mensalidade inteira do plano.

Por que os aplicativos crescem sem ninguém perceber?

Porque cada um deles resolve um problema pequeno, urgente e barato, e nenhuma dessas decisões parece grande no momento em que é tomada.

A loja precisa de avaliação de produto, e entra um app. Precisa de regra de frete por região, entra outro. Nota fiscal, e-mail transacional, recuperação de carrinho, upsell no carrinho, relatório que o painel não entrega, tabela de medidas, selo de segurança. Nenhuma dessas assinaturas isolada chama atenção, e a soma delas costuma ultrapassar o plano.

Dois detalhes agravam. O primeiro é que muitos aplicativos escalonam o preço por volume de pedidos, contatos ou disparos, então a linha de app cresce junto com a operação. O segundo é o app zumbi: aquele que foi instalado para um teste, não é mais usado, continua sendo cobrado e ninguém lembra por quê. Nas operações que a gente acompanha, é raro fazer uma auditoria de aplicativos e não achar pelo menos um desses.

Uma vez por trimestre, abra a fatura de aplicativos linha a linha e responda uma pergunta por app: se ele sumisse amanhã, alguém reclamaria? O que não tiver resposta clara vira candidato a cancelamento, e o teste é simples de fazer.

Quanto custa a hora de quem opera a loja?

Custa, mesmo que não apareça em fatura nenhuma.

Alguém cadastra produto e escreve descrição. Alguém ajusta o tema quando a campanha pede uma vitrine nova. Alguém descobre por que o pedido não desceu para o ERP. Alguém atualiza o app que quebrou depois de um update. Essas horas existem, e quando elas são suas, o custo aparece como cansaço em vez de aparecer como número.

O jeito de trazer isso para a conta é honesto e chato: estime as horas mensais gastas com a loja e atribua um valor de hora, que pode ser o custo do seu time interno ou o preço que você pagaria a um fornecedor para fazer o mesmo. É a linha que mais separa plataformas na prática, porque plataforma que exige menos manutenção pode ter mensalidade maior e custo total menor.

E é a linha que explica por que dois lojistas dão respostas opostas sobre a mesma plataforma. Um deles está contando as horas, o outro não.

Como transformar tudo isso em custo por pedido?

Some as dez linhas do mês e divida pelo número de pedidos do mesmo mês. O resultado é o custo de plataforma por pedido, e é o único formato em que a comparação entre plataformas significa alguma coisa.

Vale separar a soma em duas partes antes de dividir, porque elas se comportam de forma oposta quando o volume muda:

BlocoO que entraO que acontece quando o volume dobra
Custo fixo mensalPlano, apps de valor fixo, ERP, tema amortizado, horas de operaçãoO total muda pouco, e o custo por pedido cai pela metade
Custo variável por vendaTaxa de transação, taxa do meio de pagamento, apps que cobram por volume, custo por envioO total dobra, e o custo por pedido continua igual

Por isso a simulação precisa ser feita em dois cenários, o faturamento de hoje e o que você pretende ter. A plataforma mais barata no cenário pequeno costuma não ser a mais barata no cenário grande, e a decisão que você está tomando é sobre o segundo.

O passo final é comparar o custo de plataforma por pedido com a sua margem de contribuição média por pedido. A margem já desconta produto, embalagem, frete, imposto e taxa de pagamento, então o que você quer saber é quanto do que sobra por pedido está sendo consumido pela infraestrutura de venda antes de a mídia entrar na conta.

Quando esse percentual é pequeno, a discussão de plataforma é secundária e a atenção deveria estar em oferta, aquisição e recompra. Quando é grande, existe dinheiro real em cima da mesa, e ele costuma estar concentrado em duas linhas: a taxa de transação e a pilha de aplicativos.

Para quem essa conta ainda não é a prioridade?

Para quem ainda não sabe se o produto vende. Antes do primeiro volume consistente, otimizar custo de plataforma é economizar no lugar errado: o gargalo é descobrir se existe demanda, e a velocidade de subir a loja vale mais que a diferença entre planos.

E para quem tem uma loja que converte mal. Se o checkout perde gente, se a página de produto não responde às objeções, se o frete aparece tarde demais, o custo de plataforma é o menor dos seus problemas. Cortar um app não recupera pedido perdido no carrinho.

O que fica

A mensalidade é a menor parte da conta e a única que os comparativos mostram. O custo real do Shopify é a soma de plano, taxa de transação quando o gateway não é o nativo, taxa do meio de pagamento, aplicativos, tema, integração fiscal, frete, ERP e horas de operação.

Separe essa soma em fixo e variável, divida pelo número de pedidos e simule no faturamento de hoje e no dobro dele. Depois compare o custo por pedido com a margem de contribuição por pedido: é essa comparação, e não a tabela de planos, que diz se a plataforma cabe na sua operação.

Se você fizer essa conta e o custo de plataforma estiver comendo uma fatia grande da margem, o próximo passo não é migrar. É olhar quais linhas cresceram sem decisão consciente, porque na maioria das operações a resposta já está dentro da fatura atual.

O que fica

  • A mensalidade do plano costuma ser a menor linha do custo total de uma loja em Shopify, e é quase sempre a única citada nos comparativos.
  • Existem duas cobranças percentuais diferentes na mesma venda: a taxa do meio de pagamento e a taxa de transação da plataforma, que aparece quando o gateway não é o nativo.
  • Aplicativos são assinaturas recorrentes. Cada um resolve um problema pequeno e cobra todo mês, e ninguém percebe a soma até olhar a fatura inteira.
  • As horas de quem mexe na loja são custo de plataforma, mesmo quando não aparecem em nenhuma fatura.
  • O número que serve para decidir é o custo total dividido pelo número de pedidos do mês, comparado com a margem de contribuição média por pedido.
  • Custo por pedido cai com volume nas linhas fixas e sobe com volume nas linhas percentuais. Simule sempre em dois cenários de faturamento.

Perguntas frequentes

quanto custa o shopify por mês

Depende de quantas linhas você conta. O plano tem um valor fixo por mês, que você confere na página oficial de planos do Shopify, mas a fatura real de uma loja em operação inclui ainda as assinaturas de aplicativos, o tema, e as cobranças percentuais que saem por venda em vez de sair no boleto do plano. Antes de responder essa pergunta para a sua loja, some as três frentes.

o shopify cobra taxa por venda?

Cobra em duas situações diferentes. A taxa do meio de pagamento existe em qualquer plataforma e vai para quem processa o cartão ou o Pix. A taxa de transação da plataforma é adicional e incide quando você usa um gateway externo em vez do checkout de pagamento nativo. Quem usa gateway externo paga as duas na mesma venda.

shopify é mais caro que outras plataformas de ecommerce?

Não dá para responder em termos absolutos, porque as plataformas cobram de formas diferentes: umas concentram no fixo mensal, outras no percentual por venda, outras em licença mais infraestrutura. A comparação só fica honesta quando você converte tudo em custo por pedido no seu volume real e no volume que pretende ter.

quanto custam os apps do shopify

Cada aplicativo tem a própria assinatura mensal, informada na página do app, e muitos escalonam o valor conforme o número de pedidos, de contatos ou de avaliações enviadas. O ponto de atenção não é o preço de um app, é a quantidade deles: uma loja em operação costuma acumular assinaturas de avaliação, frete, fiscal, e-mail, recuperação de carrinho e relatório.

como calcular o custo total do shopify

Some tudo o que só existe porque a loja existe: plano, apps, tema amortizado, taxa de transação, taxa do meio de pagamento, integrações de frete e ERP, e as horas de quem opera. Divida pelo número de pedidos do mês. O resultado é o custo de plataforma por pedido, e é ele que você compara com a margem de contribuição por pedido.

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Estratégia, mídia, dados e conteúdo

O time da Metris, assessoria de marketing de performance com mais de 18 anos de experiência: estratégia, mídia paga, CRM, dados e CRO trabalhando juntos para fazer empresas venderem mais, com margem. Os textos saem das contas que a gente opera, e nenhum número entra sem origem.

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