Durante anos, o funil de marketing foi representado como uma linha clara: atração, consideração e conversão. Esse modelo ajudou empresas a estruturar estratégias quando os canais eram previsíveis e o controle da jornada estava majoritariamente nas mãos das marcas.
A jornada de compra em 2026 é fragmentada, não-linear e altamente influenciada por dados, algoritmos e múltiplos pontos de contato. Entender essa mudança deixou de ser conceitual e passou a ser essencial para a performance.
O funil não-linear na prática
O consumidor atual não segue etapas fixas. Ele entra, sai, retorna, compara, ignora e recompra em ciclos que variam conforme contexto, canal e momento de vida.
Na prática, isso significa que:
- A primeira interação pode acontecer no fundo do funil
- A decisão pode ser interrompida e retomada semanas depois
- Conteúdos de topo influenciam conversões tardias
- A recompra pode ser mais importante que a primeira venda
O funil deixa de ser uma linha e passa a ser um ecossistema de interações contínuas.
Múltiplos pontos de contato moldando decisões
A jornada de compra em 2026 é construída a partir de múltiplos estímulos simultâneos:
- Anúncios pagos
- Conteúdo orgânico
- Avaliações e provas sociais
- E-mail e CRM
- Redes sociais
- Busca tradicional e busca com IA
Nenhum canal atua de forma isolada.
O consumidor pesquisa no Google, vê um anúncio no Instagram, salva um vídeo no TikTok, recebe um e-mail e só então decide comprar, ou não. Cada ponto de contato influencia a percepção de valor e confiança.
Por isso, atribuir a conversão a um único canal se torna cada vez mais impreciso.
Performance baseada em jornada, não em cliques
Nesse novo cenário, performance deixa de ser apenas CPA ou ROAS isolado.
Empresas mais maduras passam a avaliar:
- Tempo de decisão
- Frequência de contato
- Canais assistidos
- Impacto de conteúdo na conversão
A performance baseada em jornada considera o todo, não apenas o último clique.
Isso exige:
- Integração de dados entre canais
- Leitura estratégica de comportamento
- Modelos de atribuição mais inteligentes
- Visão de médio e longo prazo
É nesse ponto que estratégias de Growth Marketing se tornam fundamentais, conectando mídia, conteúdo, dados e experiência em uma única visão de crescimento.
O papel da marca em um funil fragmentado
Com o fim do funil linear, a marca assume um papel ainda mais estratégico.
Não basta aparecer, é preciso ser reconhecida, lembrada e confiável.
Conteúdos educativos, presença consistente e mensagens alinhadas ao momento do consumidor passam a influenciar diretamente a decisão de compra, mesmo que não gerem conversão imediata.
Em 2026, marcas fortes convertem melhor porque reduzem fricção na jornada.
Como se preparar para esse novo comportamento
Empresas que performam melhor em um cenário não-linear:
- Trabalham canais de forma integrada
- Pensam em recorrência, não apenas aquisição
- Utilizam dados para entender comportamento real
- Ajustam mensagens conforme estágio e intenção
- Medem impacto ao longo da jornada, não só no fim
A visão da Metris
A jornada de compra em 2026 é complexa, dinâmica e orientada por contexto. Quem insiste em modelos simplificados perde eficiência, escala e previsibilidade.
Empresas que entendem essa nova lógica constroem estratégias mais sólidas, sustentáveis e alinhadas ao comportamento real do consumidor.
Na Metris, essa visão orienta cada projeto: performance pensada a partir da jornada, dos dados e do crescimento de longo prazo.
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