A transformação do e-commerce em 2026 não está acontecendo na superfície, ela está acontecendo na estrutura.
O relatório State of AI in E-Commerce 2026, da Stord, mostra um descompasso claro: enquanto o comportamento do consumidor já mudou, a operação das empresas ainda não acompanhou.
Para empresas que atuam com agência de marketing, agência de performance, assessoria de marketing ou assessoria de performance, esse cenário redefine onde estão os ganhos reais de crescimento.
O dado mais relevante: o consumidor já está na frente
A adoção de IA no consumo não é mais experimental:
- 51% dos consumidores já utilizam IA para compras online (vs. 38% em 2024)
- 17% já usam com frequência
- A jornada de compra está migrando para ambientes mediados por IA
Isso significa que o comportamento de descoberta e decisão já mudou.
O problema é que a maioria das empresas ainda opera com uma estrutura pensada para um modelo anterior.
O gap estrutural: adoção não é maturidade
Apesar do avanço no uso de IA:
- 92% das empresas estão aumentando investimento
- Apenas 7% atingiram maturidade escalável
- 99% ainda não possuem framework estruturado para integração completa
Esse é o ponto crítico: investir em IA não significa estar preparado para operar com IA.
As três mudanças estruturais do e-commerce
O relatório aponta três transformações que estão redesenhando o mercado:
1. De cliques para intenção
A jornada deixa de ser baseada em navegação e passa a ser guiada por intenção conversacional.
- Usuários descrevem o que querem
- IA interpreta contexto
- Produtos são sugeridos sem necessidade de busca tradicional
Isso reduz a relevância de estratégias baseadas apenas em tráfego.
Empresas precisam evoluir sua atuação em e-commerce para além da lógica de clique.
2. De operação humana para agente aumentado
A IA deixa de ser ferramenta e passa a executar tarefas:
- Recomendações automáticas
- Ajustes de preço
- Gestão de inventário
- Atendimento inteligente
Esse movimento exige integração entre dados, operação e marketing, algo comum em estruturas de growth marketing.
3. De reação para prescrição
O modelo tradicional analisa o passado.
A IA atua no presente e prevê o futuro.
Exemplos práticos:
- Identificação de demanda antes de acontecer
- Ajuste de campanhas em tempo real
- Recomendações baseadas em probabilidade de compra
Isso muda completamente a lógica de tomada de decisão.
O impacto direto na performance
Empresas que conseguem integrar IA de forma estrutural apresentam:
- 40% mais receita
- +30% de aumento no LTV
Esse ganho não vem de uma ferramenta isolada, mas da integração entre:
- Dados
- Mídia
- Operação
- Experiência
Estratégias de tráfego pago, por exemplo, deixam de operar isoladas e passam a depender de todo o ecossistema.
Onde as empresas estão travando
O principal gargalo não está no marketing, está na estrutura.
Os maiores problemas identificados:
- Dados fragmentados
- Sistemas legados
- Falta de integração entre áreas
- Operação logística não preparada
Mesmo com campanhas eficientes, a execução falha impede escala.
O papel do growth commerce nesse cenário
A evolução do e-commerce exige um modelo que conecte aquisição, conversão e operação.
É nesse ponto que estratégias de growth commerce ganham relevância.
Esse modelo permite:
- Integrar dados de ponta a ponta
- Tomar decisões com base em performance real
- Ajustar operação conforme demanda
Segmentos específicos, como bebidas, conseguem acelerar ainda mais esse processo com abordagens como growth commerce para vinhos e bebidas.
O risco de continuar operando no modelo antigo
Empresas que não adaptarem sua estrutura tendem a enfrentar:
- Aumento de custo de aquisição
- Redução de conversão
- Perda de relevância em ambientes de IA
- Dependência maior de mídia paga
Enquanto isso, empresas mais preparadas capturam demanda antes mesmo do clique.
O novo papel das agências e da estratégia
Nesse cenário, o papel de uma agência de marketing ou agência de performance muda.
Não se trata apenas de rodar campanhas, mas de:
- Estruturar dados
- Integrar tecnologia
- Ajustar operação
- Garantir que a estratégia funcione na prática
Empresas que contam com assessoria de marketing ou assessoria de performance conseguem acelerar essa transição com mais consistência.
Conclusão
O e-commerce está entrando em uma fase onde:
- A IA participa da decisão
- A operação influencia diretamente a conversão
- A experiência precisa ser integrada
O maior erro não é não usar IA.
É usar IA sem estrutura para sustentar o resultado.
Próximo passo
Se a sua operação já investe em marketing digital, o próximo ganho não está apenas na mídia, está na estrutura que sustenta o crescimento.
Para entender como evoluir seu modelo de operação:
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